Plano preventivo
Periodicidade, roteiro de verificação e registro de medidas. É o bloco que reduz a frequência do corretivo.
Todo contrato de manutenção de elevador cremalheira promete prazo de atendimento. O que separa contrato de texto de vitrine são três definições: quando o chamado é considerado aceito, o que suspende a contagem e se o prazo é de atendimento ou de solução.
Um SLA útil responde a quatro perguntas antes de citar qualquer prazo: o que é um chamado, quando ele passa a existir para efeito de contagem, o que interrompe a contagem e o que caracteriza o atendimento como concluído. Sem as quatro, a hora contratada é decorativa.
A razão é simples: o prazo é um intervalo, e intervalo precisa de dois pontos. Se o ponto inicial não está definido, cada lado conta de um lugar diferente — a obra conta do momento em que percebeu a falha, o fornecedor conta do momento em que recebeu informação suficiente para agir. A discussão que nasce daí não tem solução, porque nenhum dos dois está errado dentro da própria definição.
A segunda armadilha é confundir atendimento com solução. Um contrato pode ser rigorosamente cumprido, com técnico em obra dentro do prazo, e o equipamento continuar parado por dias esperando componente. Os dois compromissos são legítimos e completamente diferentes, e precisam aparecer separados — inclusive porque a política de peça é o que governa o segundo.
Antes de comparar propostas pelo número, compare-as por uma pergunta só: a partir de que instante esse prazo começa a correr? Propostas que não respondem não são comparáveis entre si.
São eles que tornam o compromisso verificável depois.
Imagine dois contratos com exatamente o mesmo prazo de atendimento. No primeiro, o aceite acontece quando a obra envia uma mensagem dizendo que o equipamento parou. No segundo, o aceite acontece quando o chamado contém identificação do equipamento, descrição do comportamento e evidência visual. São contratos radicalmente diferentes, e o número idêntico esconde essa diferença.
A segunda definição é honesta e costuma favorecer a obra, por um motivo contraintuitivo: ela obriga o fornecedor a dizer o que precisa e obriga a obra a fornecer o que permite agir. Sem isso, o chamado fica em um limbo em que o fornecedor pede informação, a obra responde parcialmente, e ninguém sabe se o relógio está correndo. O contrato vira discussão de mérito em vez de verificação de fato.
A terceira definição, a de suspensão, é a que mais gera conflito quando está ausente. Acesso negado ao canteiro, ausência de energia, equipamento em uso durante a janela combinada, frente de trabalho bloqueada — todas são situações em que o fornecedor não pode avançar por razão que não é dele. Um contrato sério lista essas hipóteses de forma fechada, com registro obrigatório. Cláusula genérica de "caso fortuito" faz o oposto: transforma qualquer atraso em suspensão.
A Equipare entrega essas definições na proposta, antes de qualquer discussão de prazo ou de preço. Descreva a sua operação no formulário desta página.
Use a tabela com qualquer fornecedor, inclusive com a Equipare. As respostas precisam estar no contrato, não no e-mail comercial.
| Pergunta a fazer | Resposta frágil | Resposta que sustenta |
|---|---|---|
| Quando o prazo começa a contar? | "A partir da abertura do chamado" | A partir do aceite, com a lista do que o chamado precisa conter |
| O prazo é de chegar ou de resolver? | "Atendimento rápido" | Prazos distintos e declarados, com escopo de cada um |
| O que suspende a contagem? | Cláusula genérica de caso fortuito | Lista fechada de hipóteses, com registro obrigatório |
| Como fica a peça? | "Temos estoque" | Política declarada: o que fica em estoque, o que viaja junto e o que é importado |
Nenhuma das colunas do meio é mentira — elas simplesmente não são verificáveis. Um compromisso que não pode ser conferido não é um compromisso, é uma expectativa.
A ausência de qualquer um deles aparece depois, sempre no pior momento.
Periodicidade, roteiro de verificação e registro de medidas. É o bloco que reduz a frequência do corretivo.
O que fica em estoque, o que viaja com o técnico e o que depende de importação, declarado antes da falha.
Relatório por atendimento, registro de não conformidade e consolidação periódica com responsável identificado.
Quem abre chamado pela obra, quem recebe pelo fornecedor e quem decide sobre peça e parada. Sem isso, o prazo se perde entre pessoas.
Perguntas de quem já se decepcionou com contrato de manutenção.
O prazo é definido por região e por escopo na proposta, e sempre acompanhado das definições de aceite e de suspensão. Número de horas sem essas definições é exatamente o tipo de promessa que não se sustenta na primeira ocorrência.
Depende do escopo contratado. A política de peça é declarada: o que fica em estoque, o que viaja com o técnico e o que segue o fluxo de importação. Ver o envio expresso de peças.
Não. O atendimento avulso existe e funciona. O contrato serve para quem precisa de previsibilidade e de documentação consolidada, não como condição de acesso ao serviço.
Serve, e é o caso mais comum em locadora. O escopo por equipamento é definido conforme a disponibilidade de peça e de documentação de cada marca. Ver a auditoria de frota de elevador cremalheira.
Cada página abaixo detalha um bloco do que pode ser contratado.
A partir do aceite do chamado, que o contrato define como o momento em que a solicitação contém a informação mínima para agir: identificação do equipamento, descrição do comportamento e evidência quando aplicável. Sem essa definição, cada parte conta o prazo de um ponto diferente.
Atendimento é ter técnico e diagnóstico atuando sobre o problema. Solução é o equipamento de volta à operação. Os dois são compromissos legítimos e diferentes, e o segundo depende da política de peça, não apenas da equipe.
Situações em que o fornecedor não pode avançar por razão externa: acesso negado ao canteiro, falta de energia, frente bloqueada ou equipamento indisponível na janela combinada. O contrato lista essas hipóteses de forma fechada e exige registro de cada uma.
Cobre, com escopo definido por equipamento conforme a disponibilidade de peça e de documentação técnica de cada marca. Frota mista é a regra em locadora, e o contrato é montado sobre esse cenário.
Pode. O escopo é modular: visitas preventivas, atendimento corretivo, fornecimento de peça e inspeção documentada podem ser contratados juntos ou separados, conforme a estrutura de manutenção que a empresa já tem.
Relatório por atendimento com responsável identificado, registro das não conformidades encontradas com prazo de tratamento e consolidação periódica do histórico por equipamento. É esse conjunto que sustenta auditoria de cliente e homologação de fornecedor.