A plataforma pode levar o pessoal aos pavimentos
Não é esse o uso. Ela leva a equipe ao serviço na fachada e a mantém no posto de trabalho. Circulação de pessoal entre pavimentos é do elevador cremalheira. Ver o elevador cremalheira.
A plataforma cremalheira sobe pelo mesmo princípio do elevador de obra — pinhão engrenando em cremalheira — mas cumpre outra função: ela é a bancada em que a equipe trabalha na fachada, com material ao lado, e não um equipamento para deslocar pessoal entre pavimentos.
Um ou dois mastros com cremalheira, ancorados na fachada, sustentam um estrado contínuo em que a equipe trabalha em pé, com ferramenta e material ao lado. O conjunto sobe e desce na velocidade do serviço, parando onde a frente de trabalho estiver. É essa continuidade do estrado que separa a plataforma de qualquer outra solução de fachada.
O ponto que precisa ficar claro, porque o mecanismo é o mesmo do elevador de obra: a plataforma cremalheira não é meio de transporte de pessoal. Ela leva a equipe até o serviço e a mantém ali enquanto o serviço é executado. Deslocar pessoal entre pavimentos, no fluxo normal da obra, continua sendo atribuição do elevador cremalheira, que é o equipamento homologado para isso.
Trabalho sobre a plataforma é trabalho em altura e responde à NR-35, com tudo que isso implica: capacitação, análise de risco, sistema de proteção contra quedas e equipe treinada para a condição específica da fachada. A operação também responde às exigências de canteiro da NR-18.
A plataforma se dimensiona por metros de fachada atendidos por posicionamento, e não por área total da obra. Fachada de 24 m contínuos e fachada com quatro panos de 6 m pedem soluções bem diferentes.
Comparada pelo valor do equipamento, a plataforma quase sempre perde para o balancim. A conta muda quando entra o tempo de reposicionamento. O balancim atende um trecho estreito e precisa ser reposicionado no topo a cada faixa concluída, com a equipe descendo, remanejando o suporte e subindo de novo. A plataforma cobre um pano contínuo e só se reposiciona quando o pano acaba.
Em fachada longa e contínua, com serviço que exige material ao lado do operário — revestimento, esquadria, recuperação —, o número de reposicionamentos evitados costuma decidir a conta. Em fachada recortada, com sacadas e panos curtos, a vantagem se dissolve e o balancim elétrico volta a ser a escolha econômica.
A Equipare faz essa comparação com a sua fachada, e indica balancim quando é o caso. Informe o pano de fachada no formulário desta página.
A geometria decide mais do que o valor do equipamento. Fachada recortada penaliza o estrado contínuo.
| Geometria e serviço | Solução que costuma render | O que pesa contra a outra |
|---|---|---|
| Pano longo e contínuo, revestimento pesado | Plataforma cremalheira | Balancim exigiria muitos reposicionamentos e não comporta material ao lado |
| Fachada recortada, com sacadas e panos curtos | Balancim elétrico | Estrado contínuo não aproveita o comprimento e a ancoragem se complica |
| Pintura e limpeza em edifício acabado | Balancim elétrico | Serviço leve, sem material volumoso, com acesso pelo topo |
| Instalação de esquadrias e vidros | Plataforma cremalheira | Peça grande exige estrado estável e apoio contínuo |
| Fachada sem área livre no solo para base | Balancim elétrico | A plataforma precisa de base apoiada e de ancoragem escalonada |
Em obra grande, é comum usar as duas soluções em fases diferentes: plataforma no revestimento e balancim depois, na pintura e nos retoques. Comparar balancim e plataforma cremalheira.
A ancoragem é a etapa que mais interfere no cronograma de acabamento, e por isso vem cedo.
Comprimento de cada pano, altura, geometria, sacadas, recuos e área disponível no solo para a base.
Definição dos pontos na fachada e do apoio no solo, com responsável técnico e compatibilização com a sequência de acabamento.
Montagem dos mastros, do estrado e dos dispositivos de segurança, com teste de percurso antes da liberação.
Trabalho conduzido por equipe treinada em NR-35, com verificação diária do conjunto antes do início do turno.
Perguntas que aparecem quando alguém confunde a plataforma com o elevador de obra.
Não é esse o uso. Ela leva a equipe ao serviço na fachada e a mantém no posto de trabalho. Circulação de pessoal entre pavimentos é do elevador cremalheira. Ver o elevador cremalheira.
Sim. Trabalho sobre a plataforma é trabalho em altura e exige capacitação, análise de risco e sistema de proteção contra quedas. Ver a NR-35 aplicada ao trabalho em altura.
Depende dos pontos de ancoragem disponíveis. Fachada acabada restringe muito a solução e às vezes inviabiliza, empurrando o serviço para balancim. Ver o balancim para acabamento de fachada.
Engenheiro responsável, com ART, junto com o projeto de base. É documento exigido antes da primeira ascensão. Ver a ART de fabricação e montagem.
Plataforma e balancim resolvem problemas parecidos em fachadas bem diferentes.
Não é esse o uso. Ela é posto de trabalho: leva a equipe até a frente de serviço na fachada e a mantém ali durante a execução. A circulação de pessoal entre pavimentos, no fluxo normal da obra, é atribuição do elevador cremalheira.
Pelo comprimento do pano de fachada atendido por posicionamento, pela altura e pelo serviço previsto. Área total da obra não é critério útil: fachada contínua e fachada recortada com a mesma área pedem soluções diferentes.
Em fachada recortada, com sacadas e panos curtos, em serviço leve sem material volumoso ao lado do operário, e quando não há área livre no solo para a base da plataforma.
Pontos de ancoragem em elemento capaz de recebê-los ao longo da altura e apoio no solo para a base. Fachada já acabada restringe bastante a solução, porque os pontos passam a atravessar revestimento pronto.
Trabalho sobre a plataforma é trabalho em altura, com capacitação específica, análise de risco e sistema de proteção contra quedas, além da verificação diária do conjunto antes do início do turno.
Dá, e é comum em fases diferentes: plataforma no revestimento, quando há material pesado e pano longo, e balancim depois, na pintura e nos retoques.