Vãos livres e sinalizados
Cada vão atravessado é abertura em laje e precisa de guarda-corpo e sinalização enquanto a torre estiver passando por ele. Fechar por engano um vão que ainda será usado significa demolir para telescopar.
A grua ascensional devolve o terreno ao canteiro e cobra a diferença em projeto estrutural. Cada laje atravessada precisa de abertura prevista, reforço no entorno do vão e um plano de recuperação depois que a torre sai. Quem faz essa conta antes de assinar não descobre o custo no acabamento.
A torre passa por um vão aberto nas lajes e se apoia em quadros de apoio fixados na estrutura, normalmente em dois níveis distantes entre si. Todo o esforço de tombamento sai do solo e entra na edificação — por isso o projeto estrutural precisa saber disso antes da primeira laje ser concretada.
A vantagem é direta: o canteiro ganha de volta a área que uma base de concreto ocuparia por toda a obra, e a torre nunca fica longe do centro geométrico da laje. Em terreno estreito, é o que permite atender o pavimento inteiro sem estender a lança além do necessário.
A contrapartida aparece em três frentes: o calculista precisa receber as reações de apoio com antecedência, a obra precisa manter os vãos livres pavimento a pavimento e a equipe de acabamento precisa esperar a torre sair para fechar aqueles vãos. Nada disso é imprevisível — mas precisa estar no cronograma desde o começo.
Peça as reações de apoio ao fornecedor antes de fechar o projeto estrutural. Reforço previsto na prancha custa uma fração do reforço executado depois, com a estrutura pronta.
O orçamento costuma parar no equipamento e na montagem. O que escapa é a saída: quando a torre é retirada, sobram tantos vãos quanto pavimentos atravessados, e cada um vira serviço de fechamento estrutural, regularização de piso e, em área molhada ou coberta, impermeabilização refeita.
Some a isso a desmontagem. Como a grua termina a obra no topo, o guindaste que vai retirá-la precisa de alcance compatível com a altura final, e não com a altura em que ela foi montada. É um equipamento maior, com área de manobra maior, e às vezes com interdição de via.
A Equipare informa o porte de guindaste previsto para a retirada junto com a proposta de venda. Peça o plano de retirada no formulário desta página.
A posição do vão é escolhida uma vez e paga durante anos de cronograma. Estas são as opções que aparecem na prancha e o que cada uma cobra depois.
| Posição do vão | O que facilita | O que cobra na saída |
|---|---|---|
| Junto ao poço técnico ou shaft | Aproveita abertura que já existe no projeto | Fechamento simples, mas disputa espaço com prumadas hidráulicas |
| Em área comum, fora das unidades | Não atrapalha entrega de unidade privativa | Recuperação em área de circulação, com piso e acabamento visíveis |
| Dentro de unidade privativa | Às vezes é a única posição geometricamente viável | Trava a entrega daquela coluna de unidades até a torre sair |
| Em varanda ou área descoberta | Fechamento estrutural mais simples | Impermeabilização refeita, com todo o risco de infiltração associado |
A posição do vão é decisão conjunta de arquiteto, calculista e fornecedor do equipamento. Definir isso depois que a fôrma já está contratada é o caminho mais caro.
Não são exigências do fornecedor: são condições para a torre continuar subindo sem parar o serviço.
Cada vão atravessado é abertura em laje e precisa de guarda-corpo e sinalização enquanto a torre estiver passando por ele. Fechar por engano um vão que ainda será usado significa demolir para telescopar.
A elevação de nível exige vento dentro do limite do manual, lança em posição definida e o canteiro sem içamento. É uma janela curta, mas precisa entrar no planejamento semanal.
Os quadros trabalham sob esforço alternado e o torque dos fixadores é item de inspeção. O registro do reaperto é um dos papéis que a fiscalização pede quando sobe ao pavimento de apoio.
Exemplo de atendimento sobre grua ascensional. A conversa é demonstrativa: nenhum cliente real aparece aqui.
Estou avaliando grua ascensional para não ocupar o terreno. Compensa?
mensagem enviada e lidaNa entrada compensa. O que escapa do orçamento é a saída: cada pavimento atravessado vira um vão para fechar.
Fechamento é serviço de quem?
mensagem enviada e lidaDa obra: fechamento estrutural, regularização de piso e, em área molhada, impermeabilização refeita.
E a desmontagem?
mensagem enviada e lidaA grua termina no topo, então o guindaste é dimensionado pela altura final, não pela de montagem. Me manda o sistema estrutural e os pavimentos que em até 24 horas sai a proposta com as duas pontas.
O que precisa estar decidido antes da proposta:
A simulação não traz preço porque entrada e saída da torre são dois custos, e o segundo depende de quantos pavimentos a torre atravessa. Informe os dois no formulário desta página.
São perguntas de engenheiro de obra, não de comprador. Servem para conferir qualquer fornecedor.
Raramente. O quadro de apoio concentra esforço horizontal em uma região pequena da estrutura, e o entorno do vão costuma pedir reforço de armadura ou de seção. Quem decide é o calculista da obra, a partir das reações que o fornecedor entrega.
Não sem reprojetar. A escolha entre atravessar a laje e nascer em base externa muda fundação, cronograma e estrutura. Se ainda há dúvida, a comparação está em grua ascensional ou fixa.
A Equipare executa a desmontagem com equipe própria e contrata o guindaste compatível com a altura final. O que a obra precisa garantir é a área de manobra, que costuma ser o gargalo em terreno estreito.
A torre parada continua exigindo inspeção de estrutura, ancoragem e cabos, e o vento fora de serviço segue atuando. O plano de inspeção em período de paralisação entra no contrato de manutenção de grua.
Cada página abaixo trata de um ponto que a decisão pela ascensional abre.
No nível do solo, praticamente não: a torre nasce dentro do perímetro da edificação e sobe pelos vãos das lajes. O que ela ocupa é área de projeto e de cronograma, porque exige reforço no entorno do vão e fechamento estrutural depois da retirada.
Todas as que ficarem acima do nível em que ela está apoiada, enquanto a obra sobe. O número final é igual ao de pavimentos executados durante o período em que a grua permanece no empreendimento, e é esse número que deve entrar na conta de recuperação.
O calculista da obra, a partir das reações de apoio que a Equipare envia em planilha. O fornecedor entrega o dado de esforço; o dimensionamento do reforço é responsabilidade do projeto estrutural do empreendimento.
Para o içamento, sim, por uma janela curta. A telescopagem exige vento dentro do limite do manual e o entorno liberado, então costuma ser programada junto com o planejamento semanal em vez de ser decidida no dia.
Por guindaste dimensionado para a altura final, com plano de desmontagem e ART. É o item que mais surpreende no orçamento, porque o porte do guindaste de retirada é maior que o de montagem.
Vende. A Equipare importa direto da fábrica, nacionaliza e entrega com documentação brasileira. Construtoras e locadoras compram para a própria frota, e há condição específica para a compra de mais de uma unidade.