Entrada definitiva
Tensão estável e capacidade conhecida. O cuidado se concentra na distribuição interna do canteiro e no quadro exclusivo.
Comprar um elevador cremalheira 220V ou 380V não é escolher um número no pedido: é acertar tensão, frequência, esquema de aterramento e capacidade do ramal do canteiro. O equipamento chega na configuração combinada — quem costuma reprovar na energização é a instalação provisória da obra.
A pergunta chega quase sempre como "vocês entregam em 220 ou em 380?". A resposta honesta é que a tensão é uma decisão de projeto do painel, tomada antes da produção. Motor, inversor de frequência, contatores, proteções e comando são dimensionados juntos, e improvisar isso no canteiro é a origem de falha recorrente.
Existe um recurso intermediário, o autotransformador, usado quando a obra já tem o equipamento e a tensão disponível é outra. Ele resolve o caso, mas acrescenta um componente e um ponto de manutenção à instalação. É solução de campo, não decisão de compra. Ver autotransformador e alimentação por gerador.
Por isso a configuração elétrica entra na conversa antes do pedido e não depois da chegada. Um elevador cremalheira 220V ou 380V é o mesmo equipamento em duas configurações diferentes de painel — e a escolha errada não se corrige com adaptador.
Antes de definir a tensão, meça o que existe no canteiro sob carga, com as outras máquinas ligadas. Tensão medida em vazio engana e é a origem de metade das reclamações de partida.
O sintoma é sempre parecido: o equipamento parte, trabalha um pouco, atua a proteção e para. A equipe conclui que o importado é ruim. Na medição, aparece outra coisa — queda de tensão no cabo longo, ramal compartilhado com betoneira e serra, ou alimentação por gerador subdimensionado.
Motor de tração pede corrente alta na partida. Quando o ramal não sustenta, a tensão cai justamente no instante de maior demanda, e a eletrônica de proteção faz exatamente o que deveria fazer: desliga. O equipamento não está com defeito; a instalação é que não suporta o regime.
A Equipare mede tensão sob carga no comissionamento e registra o valor no dossiê do equipamento. Ver o diagnóstico elétrico feito em campo.
Vale a pena conferir estes pontos antes de acionar assistência: boa parte dos chamados elétricos se resolve no quadro da obra.
| O que acontece | Causa provável | O que verificar primeiro |
|---|---|---|
| Proteção atua sempre na partida com carga | Queda de tensão no ramal | Tensão medida no painel do equipamento durante a partida |
| Equipamento funciona de manhã e falha à tarde | Cargas somadas no mesmo ramal | Quadro compartilhado com betoneira, serra ou outro elevador |
| Falha só quando está no gerador | Gerador abaixo da corrente de partida | Potência do gerador e estabilidade de frequência |
| Comando oscila e sinalização pisca | Aterramento inadequado | Esquema de aterramento e continuidade do condutor de proteção |
| Aquecimento em cabo e conexões | Seção de cabo insuficiente para a distância | Bitola do cabo contra a distância real até o quadro |
Nenhum desses itens é defeito de fabricação, e todos param obra do mesmo jeito. Por isso a adequação elétrica é tratada antes da entrega, e não como chamado técnico.
A fonte muda o cuidado necessário. Nenhuma delas inviabiliza a operação, desde que seja considerada antes.
Tensão estável e capacidade conhecida. O cuidado se concentra na distribuição interna do canteiro e no quadro exclusivo.
Capacidade limitada e muitas cargas disputando o mesmo ramal. É o cenário que mais produz atuação de proteção.
Gerador escolhido pela potência nominal do equipamento costuma não sustentar a corrente de partida sob carga.
Todas envolvem a mesma raiz: o equipamento é configurado na origem e a instalação é feita no Brasil.
Chega, e a tensão é conferida no comissionamento antes da liberação, com a medição registrada. Ver o comissionamento do equipamento.
Depende do conjunto. Em alguns casos resolve-se com autotransformador; em outros, é troca de painel. É mais barato acertar antes. Ver o painel elétrico.
A instalação do canteiro é da obra, com eletricista responsável. A Equipare orienta requisitos e confere no comissionamento. Ver os requisitos de segurança aplicáveis.
Vem, e é ele que permite manutenção local sem depender da origem. Equipamento sem esquema é manutenção às cegas. Ver manuais e documentação técnica.
Da definição no pedido ao diagnóstico em campo, quando algo não parte.
As duas configurações são possíveis, e a definição é feita no pedido, antes da produção do painel. O que determina a escolha é a tensão realmente disponível no canteiro, medida sob carga, e não a tensão que se espera ter.
Avise antes do embarque, que a correção é feita na origem. Depois da chegada, a saída costuma ser autotransformador, que resolve mas acrescenta um componente à instalação e um ponto a mais de manutenção.
Sim. Equipamento de elevação tem corrente de partida alta e convive mal com cargas que ligam e desligam no mesmo ramal. O quadro exclusivo é o que evita a maior parte dos chamados elétricos.
A seção depende da corrente do equipamento e da distância real até o quadro, e quem dimensiona é o responsável elétrico da obra. A Equipare informa a corrente e os requisitos para esse cálculo.
Sim. Tensão, frequência e padrão de comando são definidos conforme o país de destino, e o formulário desta página tem campo para informar isso.