Cabeçal simples
Apoio de uma viga contínua sobre a escora. É a configuração mais comum em laje de vão regular.
- Menor custo por ponto de apoio
- Exige viga contínua passando pelo apoio
O cabeçal para escora é o que liga a peça de apoio à viga da fôrma. Parece detalhe de catálogo e é a decisão do sistema que mais mexe no cronograma: dependendo do modelo escolhido, a obra retira painel e viga mantendo a escora no lugar, e o jogo de fôrma gira para o pavimento seguinte muito antes.
A escora resolve o apoio. A viga resolve a distribuição. Entre as duas existe uma interface pequena, barata e decisiva: o ponto em que a viga se apoia. Esse ponto pode ser uma simples chapa ou um mecanismo que muda a lógica inteira da desforma.
Sem cabeçal, a viga apoia direto no tubo. Funciona no primeiro dia e vai marcando: o contato concentrado amassa a extremidade da viga e a ponta do tubo, e as duas peças começam a perder vida útil ao mesmo tempo por causa de uma peça que custa pouco.
A escolha do modelo é ditada pela fôrma. Obra com viga mista e obra com viga vazada pedem apoios diferentes, e obra que ainda vai definir a fôrma deveria decidir as duas coisas na mesma conversa.
Ao cotar acessório avulso, informe o diâmetro do tubo da escora e o tipo de viga. São os dois dados que definem compatibilidade.
Todo o resto do sistema existe para sustentar carga. O cabeçal de queda existe para separar duas coisas que costumam sair juntas: a fôrma e o apoio.
No arranjo convencional, retirar o painel significa retirar a viga, e retirar a viga significa baixar a escora. Como a laje ainda precisa continuar apoiada, a obra fica com a fôrma presa embaixo dela, esperando. Com cabeçal de queda, o mecanismo desce a viga e o painel alguns centímetros, a fôrma sai, e a escora permanece carregando a laje no mesmo lugar.
O efeito prático é contraintuitivo: ele não reduz a quantidade de escoras, porque a laje continua apoiada. Ele reduz a quantidade de fôrma que a obra precisa ter, porque o mesmo jogo de painéis gira mais vezes. Em obra repetitiva, é a diferença entre comprar dois e três jogos de fôrma.
A Equipare compara a composição com e sem cabeçal de queda na mesma proposta. Pedir as duas composições.
A diferença entre eles é o que acontece no encontro das vigas e no momento da retirada.
Apoio de uma viga contínua sobre a escora. É a configuração mais comum em laje de vão regular.
Recebe as extremidades de duas vigas lado a lado, no ponto em que uma termina e a outra começa.
Usado quando a obra combina vigamentos diferentes, situação comum em reforma e em ampliação.
Desce viga e painel mantendo a escora apoiada. É o modelo que faz o jogo de fôrma girar mais rápido.
Três encaixes precisam conversar. Quando um deles não bate, o acessório vira peça parada no almoxarifado.
| Interface | O que precisa bater | Como conferir antes de comprar |
|---|---|---|
| Cabeçal e escora | Diâmetro e formato do topo do tubo | Medir o tubo da escora existente e informar na cotação |
| Cabeçal e viga | Largura e altura da viga apoiada | Informar o tipo de viga, com a seção, e não apenas o material |
| Cabeçal e painel | Altura livre necessária para a descida | Só se aplica ao modelo de queda, e depende do painel |
| Cabeçal e sequência | Momento em que a fôrma pode sair | O projeto de escoramento define o que pode ser liberado |
| Cabeçal e reposição | Disponibilidade de peça avulsa | Confirmar se o modelo continua sendo fornecido |
Informando o diâmetro do tubo e o tipo de viga, a compatibilidade é conferida antes de o pedido ser emitido. Ver o escoramento de laje como sistema.
Perguntas que aparecem quando a obra percebe que o acessório mexe no cronograma.
Pode, e a maioria faz isso em obra pequena. O custo aparece devagar: a ponta do tubo e a extremidade da viga vão se amassando, e as duas peças perdem ciclos por causa de um apoio improvisado.
Não reduz. A laje continua precisando de apoio pelo tempo que o projeto determinar. O que ele reduz é a quantidade de fôrma parada embaixo da laje esperando a liberação.
Dá, desde que o encaixe seja conferido antes. O problema não é a marca: é o diâmetro do tubo e o formato do topo, que variam. Ver escora metálica: preço por unidade.
A obra define a sequência de desforma; o fornecedor confere a compatibilidade. Quando a sequência ainda não está definida, o caminho é resolver isso com o projeto antes de fechar o acessório. Ver projetos e ART.
Cada peça decide uma parte diferente do desempenho do sistema.
Não existe obrigação normativa específica para o acessório. Existe uma consequência prática: sem ele, a viga apoia direto no tubo, o contato concentra esforço e as duas peças se danificam mais rápido. É um item de baixo valor que protege dois itens caros.
O simples recebe uma viga contínua passando sobre a escora. O duplo recebe as extremidades de duas vigas, no ponto em que uma termina e a outra começa, evitando emenda apoiada fora do eixo do apoio.
Serve nos sistemas em que o painel pode descer alguns centímetros junto com a viga. Painel travado na estrutura ou fôrma montada em obra sem folga não aproveita o mecanismo, e nesse caso o modelo não se justifica.
Pelo diâmetro e pelo formato do topo do tubo. Informando essas duas medidas, a compatibilidade é conferida antes do pedido. Acessório comprado sem essa conferência costuma virar peça parada no almoxarifado.
Compensa quando o gargalo da obra é a fôrma, e não o escoramento. Em obra de ciclo longo, com jogo de fôrma sobrando, o ganho não aparece e o investimento adicional não se justifica.
Vende avulso e dentro do conjunto. A compra avulsa é comum em obra que já tem escoras e decidiu mudar de sistema de fôrma no meio do caminho.