Viga vazada aguenta menos que a de alma cheia
Não é uma regra: a capacidade vem do projeto da peça, da altura da seção e do material das mesas. O que a alma aberta entrega de diferente é peso menor para vão semelhante, e isso é vantagem de manuseio.
A viga vazada metálica tem a alma aberta em treliça ou em furos. O ganho principal não é resistência: é peso por peça e passagem livre. Em fôrma montada acima da cabeça, o peso de cada peça decide se a montagem é feita por um operário ou por dois — e isso muda o ritmo do pavimento inteiro.
A intuição diz que uma viga com buracos resiste menos. Em parte da peça, é verdade. Só que o material retirado sai justamente da região central da altura, que contribui pouco para resistir à flexão — e continua presente nas bordas superior e inferior, que é onde o esforço se concentra.
O resultado é uma peça que vence vão parecido com muito menos massa. Em fôrma de laje, onde tudo é montado acima da cabeça, isso deixa de ser detalhe técnico e vira ritmo de obra: peça que um operário levanta sozinho é montada em outra velocidade.
A segunda vantagem é a passagem. Barra de ancoragem, travessa e amarração podem atravessar a alma em vez de contornar a viga, o que simplifica a fôrma de parede e o fundo de viga. Onde isso não vale é na região de apoio — e esse é o ponto da próxima seção.
Peso por peça é um dado de produtividade e de segurança, não de catálogo. Pergunte sempre antes de fechar o vigamento.
Na região próxima ao apoio, o esforço predominante muda: em vez de flexão, o que domina é o cortante, e o cortante atravessa exatamente a alma. É por isso que uma viga vazada de fábrica tem a abertura distribuída conforme o projeto da peça, e mantém material onde ela se apoia.
O improviso clássico de canteiro é o inverso: alguém abre um furo na viga para passar uma instalação, uma mangueira ou uma barra — e abre no lugar mais conveniente, que costuma ser perto do apoio, onde tem espaço. Essa furação não é equivalente à abertura de fábrica.
Vale a mesma lógica quando a obra apoia a viga vazada com a extremidade em balanço, sem o cabeçal correto: a peça passa a trabalhar de um jeito que o fabricante não previu.
A Equipare informa a região de apoio e o vão de trabalho junto com a peça. Pedir a orientação de apoio e vão.
As duas resolvem o mesmo problema. A diferença aparece no manuseio, na passagem e no reuso.
| Critério | Alma aberta | Alma cheia |
|---|---|---|
| Peso por peça | Menor, favorece montagem por um operário | Maior, costuma exigir dois |
| Passagem de travessa | Possível pela alma, no trecho previsto | Precisa contornar a peça |
| Superfície de contato | Menor área para acúmulo de resíduo | Maior área a limpar entre ciclos |
| Inspeção de dano | Trinca visível na estrutura da alma | Dano interno pode passar despercebido |
| Aplicação em fundo de viga | Boa, pela passagem de amarração | Boa, com travessa externa |
A escolha final depende da carga e do vão definidos no projeto de escoramento. Ver a viga mista de escoramento para comparar com a solução em madeira reforçada.
Peça metálica não apodrece, mas se deforma. O cuidado muda de natureza, não de importância.
A peça chega leve e por isso é jogada. Amassar a mesa superior é o dano mais frequente, e é ele que tira a viga do plano de apoio.
A extremidade apoia sobre o cabeçal, na posição indicada. Balanço improvisado muda o esquema de esforços da peça.
Resíduo de concreto endurecido na mesa impede o contato uniforme com o painel e marca a superfície da laje.
Mesa amassada, alma trincada e furação feita em obra são motivos de baixa, conferidos antes de a peça subir para o pavimento.
Perguntas que aparecem na primeira compra de vigamento metálico.
Não é uma regra: a capacidade vem do projeto da peça, da altura da seção e do material das mesas. O que a alma aberta entrega de diferente é peso menor para vão semelhante, e isso é vantagem de manuseio.
Não. A abertura de fábrica é projetada e posicionada; furo feito em obra não é. O risco se concentra na região de apoio, onde o cortante atravessa a alma.
Depende da seção da peça e do modelo do cabeçal. É a conferência que a Equipare faz antes de emitir o pedido. Ver o cabeçal para escora.
Precisa de limpeza e de inspeção. Concreto endurecido na mesa e mesa amassada são os dois itens que mais comprometem o apoio do painel. Ver o escoramento de laje completo.
Vigamento, apoio e malha decidem juntos.
É indicada sempre que o vão e a carga couberem no que o projeto de escoramento definir. A vantagem prática aparece com mais força em obra com muita área de fôrma e montagem manual, porque o peso por peça é o que mais afeta o ritmo.
Porque a fôrma de laje é montada acima da cabeça, repetidamente, o dia inteiro. Peça que exige dois operários dobra o número de pessoas por metro quadrado montado e aumenta o esforço físico, com efeito direto em produtividade e em segurança.
Nas aberturas previstas, sim, e é uma das razões de escolher a alma aberta em fôrma de parede e fundo de viga. Criar abertura nova, furando a peça em obra, não é aceitável.
Mesa superior amassada, alma trincada, empenamento visível e qualquer furação feita fora de fábrica. Esses quatro sinais tiram a peça do serviço, porque mudam o comportamento previsto no projeto.
Não. Ela precisa apoiar na região prevista, sobre o cabeçal compatível. Apoio improvisado direto no tubo concentra esforço e danifica a extremidade da peça.
Fornece avulso e dentro do conjunto. Quando o pedido é avulso, a compatibilidade com o cabeçal existente é conferida antes da emissão, pelo modelo informado.