Componente coberto
A triagem aponta falha de fabricação. O componente é substituído e o sistema afetado passa por novo ensaio antes da liberação.
A garantia de peças do elevador cremalheira tem duas metades que o mercado insiste em misturar: a conformidade do componente que sai de fábrica e o compromisso de que ele existe no Brasil quando a obra precisar. A segunda é a que decide quantos dias o equipamento fica parado.
Quando um fornecedor diz "peça tem garantia", ele normalmente fala de conformidade: a peça sai de fábrica dentro da especificação e, se não sair, é trocada. Isso é o mínimo. Não resolve o problema que realmente para a obra.
O que para a obra é indisponibilidade. Um rolete que custa pouco, mas que só existe no catálogo de origem, imobiliza um equipamento de ticket alto por semanas. O prejuízo não tem relação com o valor do componente: tem relação com o tempo até ele estar na mão do técnico.
Por isso a Equipare trata disponibilidade como compromisso declarado, e não como consequência da venda. Os itens que a operação consome — pastilha, rolete, contator, fim de curso, cabo, dente de cremalheira — ficam em estoque no Brasil, em Camboriú, e saem por transportadora sem depender de novo embarque.
Antes de fechar qualquer equipamento importado, peça a lista nominal de componentes com estoque no Brasil. Fornecedor que responde "temos tudo" sem a lista está respondendo que não sabe.
A discussão mais comum em garantia de componente é se a peça "durou pouco". Durar pouco não é critério: regime de dois turnos consome em meses o que um turno leve consome em muito mais tempo. O critério é a medição do componente comparada ao limite do manual.
Três medições resolvem quase todos os casos em elevador cremalheira, e nenhuma delas exige laboratório. Quem as registra a cada preventiva transforma uma discussão subjetiva em um gráfico de tendência — e um componente que sai da tendência é, aí sim, forte indício de defeito.
Na proposta de manutenção, a Equipare entrega o formulário de medição por componente, com o limite de cada um. Peça o formulário de medição no formulário desta página.
A regra geral vale para qualquer fornecedor: quanto mais o componente depende de ajuste de montagem, mais a análise precisa do registro de comissionamento.
| Família de componente | O que costuma ser coberto | O que costuma ficar fora |
|---|---|---|
| Motofreio e freio de serviço | Bobina queimada sem sobrecarga e falha de fábrica no conjunto | Pastilha consumida e entreferro fora de ajuste por falta de manutenção |
| Pinhão e cremalheira | Dureza fora da especificação e trinca de fabricação | Perfil consumido por horas de operação e desgaste por desalinhamento |
| Redutor | Rolamento e engrenagem com defeito de origem | Avaria por falta de óleo ou por operação acima da carga nominal |
| Inversor e painel elétrico | Componente que queima com alimentação dentro da faixa | Queima por surto, falta de fase ou quadro compartilhado com outra carga |
| Freio de segurança | Falha em ensaio com o dispositivo novo e lacrado | Dispositivo acionado por queda real, que tem substituição obrigatória |
| Rolete guia e roldana | Material fora de especificação | Batida, sujeira acumulada e folga por ajuste de montagem |
Repare no padrão: quase toda exclusão tem a ver com montagem, energia ou operação, e não com a peça. É por isso que comprar equipamento e montagem de um único responsável reduz o atrito no momento da análise. Ver a garantia de montagem do elevador cremalheira.
O caminho muda bastante, e o custo também. Saber em qual dos três casos você está encurta a parada.
A triagem aponta falha de fabricação. O componente é substituído e o sistema afetado passa por novo ensaio antes da liberação.
A medição mostra desgaste dentro do esperado. O caminho mais barato é comprar programado, sem urgência e sem frete expresso.
Componente instalado sem nota e sem conferência muda a análise. O primeiro passo é verificar compatibilidade real com o conjunto.
A objeção clássica contra importado é ficar com um equipamento órfão. Estas perguntas testam se o fornecedor pensou nisso.
O que sustenta a reposição é a identificação do conjunto, não a existência do modelo no catálogo. Com o número de série, o componente equivalente é conferido dimensionalmente antes do envio. Ver a conferência de peças compatíveis.
Pode. A venda de componente é avulsa e não exige contrato nem serviço vinculado. A triagem técnica ajuda a identificar o item certo antes da compra. Ver as peças de reposição com estoque.
Não perde, desde que o item tenha nota, seja compatível e a troca seja registrada. O que compromete a análise é peça sem origem, porque ela passa a ser a primeira suspeita de qualquer falha vizinha.
Depende da região e da transportadora, e o prazo é informado na confirmação do pedido, com o componente já separado. O que a Equipare garante é que o item de consumo não depende de novo embarque. Ver o envio expresso de peças.
Da conferência de compatibilidade ao contrato que mantém a frota rodando.
Tem garantia de conformidade: se o componente chega fora da especificação ou falha muito antes do consumo esperado para aquele regime de uso, o caso é tratado como defeito. O fim do curso útil, medido e comparado ao limite do manual, é custo de operação.
Por medição comparada ao limite do fabricante: entreferro do freio, folga do engrenamento e perfil do dente conferido por gabarito. Quando existe histórico de preventiva, a comparação entre visitas mostra a tendência e resolve a discussão sem subjetividade.
Não é obrigatório, mas componente sem origem identificada muda a análise de qualquer falha vizinha. Quando a peça é conferida por compatibilidade real com o conjunto, ela pode ser usada sem prejuízo para a cobertura do restante do equipamento.
Os itens que a operação consome e que costumam imobilizar equipamento: pastilha, rolete, contator, fim de curso, cabo, componentes de comando e itens do conjunto de tração. A lista nominal é enviada com a proposta do equipamento.
Não. Dispositivo que atuou em queda real é substituído e o conjunto passa por novo ensaio. Essa é uma substituição obrigatória por segurança, e não uma discussão de cobertura.
Vale para os itens de baixo valor e alta consequência, que são justamente os que imobilizam o equipamento. O critério é o impacto da falta, não o preço da peça.