Um equipamento itinerante
O equipamento acompanha a frente de serviço, bloco a bloco. Funciona quando a defasagem entre blocos é maior que o tempo de mobilização.
Empreendimento econômico não é um prédio alto: são muitos blocos baixos, iguais e construídos em sequência. Por isso o elevador cremalheira em obra econômica é decidido por quantas vezes ele vai ser desmontado e remontado dentro do mesmo canteiro, e não pela altura de cada torre. Esta página mostra como fazer essa conta antes de comprar.
A Equipare não aluga: vende. E em empreendimento econômico essa distinção importa porque a decisão não é entre ter e não ter equipamento — é entre quantos equipamentos comprar para um canteiro com muitos blocos e prazo apertado. O erro clássico é dimensionar como se fosse um prédio só.
A conta é direta. Com um único equipamento, o canteiro paga o tempo de montagem e de desmontagem uma vez por bloco, e cada um desses intervalos é tempo em que aquele bloco não tem transporte vertical. Com mais unidades, esse intervalo é eliminado em alguns blocos, mas o capital aplicado sobe e o equipamento fica ocioso no fim do empreendimento.
O que inclina a decisão é a defasagem entre blocos. Blocos executados em sequência longa favorecem menos equipamentos; blocos em paralelo tornam a mobilização impossível de encaixar e obrigam a mais unidades. Vale pedir o cenário comparado antes de fechar. Ver quantos elevadores cremalheira por obra o cálculo indica.
Some o tempo de montagem mais desmontagem e multiplique pelo número de blocos. Se o resultado passar de uma fração relevante do prazo total, o canteiro não tem equipamento de menos: tem mobilização demais.
Em empreendimento econômico, previsibilidade de mobilização vale mais que qualquer desconto isolado.
Quando os blocos têm exatamente a mesma altura e o mesmo pé-direito, o conjunto de módulos e o jogo de ancoragens montado no primeiro serve para todos os outros sem recálculo. A cada mobilização, muda a base e muda a ART, mas a configuração é a mesma e a equipe repete um procedimento já conhecido.
Basta um bloco com um pavimento a mais, ou com pé-direito diferente, para que a contagem de módulos e a posição das amarrações mudem. E aí aparece o custo escondido: módulos sobrando em uns blocos e faltando em outros, com compra emergencial no meio do cronograma. A diferença entre "iguais" e "quase iguais" é inteiramente sua na hora de comprar.
A Equipare fecha a contagem de módulos considerando o bloco mais alto do conjunto, e informa o que sobra nos demais. Enviar a relação de blocos no formulário desta página.
Não existe arranjo certo em abstrato: existe o que cabe na defasagem do seu cronograma.
O equipamento acompanha a frente de serviço, bloco a bloco. Funciona quando a defasagem entre blocos é maior que o tempo de mobilização.
Enquanto um opera, o outro é mobilizado para o bloco seguinte. Elimina o intervalo sem transporte e mantém capital intermediário.
Cada frente tem o seu. Custa mais capital e resolve o pior cenário: vários blocos na mesma fase de acabamento ao mesmo tempo.
A comparação ajuda a não importar para o canteiro econômico o raciocínio da obra vertical, que é onde a maioria das propostas nasce.
| Item | Edifício vertical único | Conjunto de blocos repetidos |
|---|---|---|
| Altura da torre | Define módulos, ancoragens e velocidade | Pouco relevante: altura baixa em todos |
| Mobilização | Uma montagem e uma desmontagem | Uma por bloco, somando dias ao cronograma |
| Velocidade de cabine | Decisiva no tempo de ciclo | Secundária: o percurso é curto |
| Documentação | Um dossiê para toda a obra | Nova ART e novo laudo a cada montagem |
| Base | Uma base, executada uma vez | Uma base por bloco, a executar com antecedência |
| Ociosidade | Praticamente nenhuma | Aparece no fim, quando restam poucos blocos |
A base de cada bloco precisa estar pronta antes da chegada da equipe de montagem. Base atrasada é o motivo mais comum de mobilização perdida. Ver o projeto de base do equipamento.
O que difere de uma obra comum é que a etapa de mobilização se repete, e por isso precisa estar padronizada desde a primeira vez.
Quantidade, altura, pé-direito, defasagem de execução e acesso de caminhão a cada bloco. É a base dos dois cenários de compra.
Um equipamento itinerante, dois em revezamento ou um por frente ativa, conforme a defasagem real do cronograma de estrutura.
A primeira montagem vira procedimento: sequência, torque, posição de ancoragem e conferência. As seguintes repetem o mesmo roteiro.
A cada bloco, base pronta com antecedência, montagem, nova ART, comissionamento e liberação. O ganho vem da repetição sem improviso.
São perguntas de margem apertada, em que cada dia de mobilização pesa no resultado final.
A exigência de transporte vertical de pessoas vem da NR-18 e depende da altura da edificação. Abaixo do limite, a decisão passa a ser de produtividade e de segurança, e não de obrigação. Ver a altura que torna o elevador obrigatório.
Em canteiro com muitos blocos e prazo longo, a soma dos períodos de uso costuma justificar a compra. A conta precisa incluir guarda e mobilização, não só o período produtivo. Ver a comparação entre as duas formas.
Remanejar para o próximo canteiro, negociar recompra ou vender como usado recertificado. Em habitação econômica, a sequência de empreendimentos costuma favorecer o remanejamento. Ver a recertificação de equipamento usado.
Sim. Cada montagem em novo local é uma instalação nova, com base própria e condições próprias. A reemissão é prevista em contrato para não virar surpresa de cronograma. Ver a ART de montagem.
Em obra econômica manda a mobilização. Nos segmentos abaixo, manda outra coisa.
Depende da defasagem entre blocos e do tempo de mobilização. Se a defasagem for maior que o tempo de montagem mais desmontagem, um equipamento itinerante atende; se os blocos avançam em paralelo, a conta muda e exige mais unidades.
Dá quando os blocos são idênticos em altura e pé-direito. Qualquer variação muda a contagem de módulos e a posição das amarrações, e é melhor descobrir isso na compra do que no meio do cronograma.
O prazo é declarado na proposta, porque depende da altura, do acesso de caminhão e de a base estar pronta. O que a obra controla é justamente a base: quando ela atrasa, a equipe chega e não monta.
Vale quando o número de mobilizações é alto e o canteiro tem continuidade. O treinamento de montador é feito pela Equipare e reduz o custo por mobilização, desde que a supervisão técnica com ART seja mantida.
A contagem de módulos é fechada pelo bloco mais alto do conjunto, e os demais usam parte do que foi comprado. A proposta indica quanto sobra em cada configuração, para não haver compra emergencial depois.
Raramente. Com percurso curto e volume moderado, o ganho de cabine dupla é pequeno diante do custo. O investimento costuma render mais em reduzir o tempo de mobilização entre blocos.