Preciso comissionar de novo na obra nova
Precisa. A liberação anterior atesta aquele conjunto, naquela base, com aquela ancoragem. Nenhuma dessas condições continua valendo em outro endereço. Ver o comissionamento de elevador cremalheira.
Transferir elevador cremalheira de obra parece simples: desmonta ali, monta aqui. O que quase ninguém aproveita é que, entre as duas montagens, o equipamento inteiro está desmontado, no nível do chão e parado — a condição de inspeção mais favorável que ele terá em toda a vida útil.
O equipamento é o mesmo, mas quase nada em volta dele é. Nova base, novos pontos de ancoragem, nova instalação elétrica, novo número de pavimentos atendidos e nova liberação técnica. A transferência é, tecnicamente, uma desmontagem seguida de uma montagem completa.
Isso tem uma consequência documental que costuma surpreender: o equipamento não carrega a liberação da obra anterior. O comissionamento atesta que aquele conjunto, montado daquela forma, sobre aquela base, com aquela ancoragem, faz o que o projeto diz. Nada disso continua verdadeiro em outro endereço.
Tem também uma consequência de quantidade. Torre e cancelas são dimensionadas pela obra, não pelo equipamento: altura maior exige mais módulos, mais pavimentos exigem mais cancelas e mais intertravamentos. Descobrir isso com a carreta carregada é o erro mais caro do remanejamento, e é totalmente evitável com uma conta feita antes.
A conta que evita a surpresa é de duas linhas: módulos necessários pela altura de destino e cancelas necessárias pelo número de pavimentos atendidos, comparados com o que existe hoje na frota.
Cada etapa é orçada em separado, para a obra saber o que está pagando em cada uma.
Com o equipamento montado, inspecionar pinhão, redutor, freio e guiamento significa trabalhar em altura, com o equipamento fora de operação e a obra esperando. Na prática, essa inspeção sempre perde para o cronograma: faz-se o que dá, de onde dá, no tempo que a obra permite.
No remanejamento isso muda completamente. O equipamento é desmontado por inteiro, os conjuntos descem, os módulos ficam deitados no pátio e nada está operando. É possível olhar o flanco de cada dente da cremalheira trecho por trecho, girar cada rolete com a mão, abrir o redutor, conferir a superfície de contato de cada emenda de torre e verificar o estado interno do quadro sem pressa. Nenhuma dessas verificações volta a ser barata depois que a torre sobe na obra nova.
É por isso que remanejamento sem inspeção é uma economia curta. O equipamento chega ao destino carregando o desgaste acumulado da obra anterior, e o primeiro chamado da obra nova costuma ser exatamente o item que estava visível no pátio. Quem usa a janela entra na obra seguinte com o equipamento em condição conhecida — e com a lista do que trocar decidida antes, e não com a torre em pé.
A Equipare executa a inspeção entre obras como etapa própria do remanejamento, com relatório do que foi encontrado. Diga se quer aproveitar a janela no formulário desta página.
As quatro linhas abaixo resolvem quase toda a surpresa de remanejamento, e todas podem ser respondidas por telefone.
| O que comparar | Por que muda | Consequência se não for verificado |
|---|---|---|
| Altura final de cada obra | A quantidade de módulos de torre é definida pela altura, não pelo equipamento | A torre acaba antes do topo previsto e a obra para esperando módulo |
| Número de pavimentos atendidos | Cada pavimento pede cancela e intertravamento próprios | Pavimento liberado com proteção improvisada esperando peça |
| Tipo de apoio da nova base | Terreno, laje ou estrutura mudam o projeto de fundação | Base executada sem verificação do elemento que a recebe |
| Elementos de ancoragem disponíveis na nova fachada | O espaçamento e os pontos dependem da estrutura de destino | Amarração improvisada em elemento que não foi verificado |
As duas primeiras linhas viram uma lista de compra; as duas últimas viram escopo de projeto. Nenhuma das quatro é resolvida no dia da remontagem.
A segunda etapa é a que costuma ser suprimida, e é a que define o custo das outras.
Altura final, pavimentos atendidos, tipo de apoio e estrutura de ancoragem no destino, comparados com o que o equipamento tem hoje.
Desmontagem com inventário e, com tudo no chão, a inspeção dos conjuntos e das emendas. É aqui que a lista de substituição é fechada.
Carga, amarração e transporte, com os módulos, cancelas e peças complementares seguindo junto para a obra de destino.
Montagem sobre a nova base, ancoragem conforme o projeto do destino e comissionamento completo, porque a liberação anterior não acompanha o equipamento.
Perguntas de construtoras e locadoras que giram frota entre obras.
Precisa. A liberação anterior atesta aquele conjunto, naquela base, com aquela ancoragem. Nenhuma dessas condições continua valendo em outro endereço. Ver o comissionamento de elevador cremalheira.
Só se ela tiver sido projetada para esse equipamento e os insertos estiverem na posição e no estado exigidos. Isso é verificação, não presunção. Ver a base de elevador cremalheira e o projeto de fundação.
Não é obrigatória, é oportuna. É a única condição em que o conjunto inteiro está acessível no chão. Quem pula a etapa costuma pagá-la no primeiro chamado da obra nova. Ver a reforma de elevador cremalheira usado.
Remanejam, com levantamento prévio do equipamento e a partir do manual do fabricante. A complementação de módulos e cancelas passa por conferência de compatibilidade. Ver o laudo de compatibilidade de torre e cancelas.
As páginas abaixo cobrem cada etapa do trajeto entre as duas obras.
Muda a quantidade de módulos de torre e, quase sempre, o número de cancelas e intertravamentos, porque são mais pavimentos atendidos. Também muda o projeto de ancoragem, que depende da estrutura da nova fachada. A comparação é feita antes de carregar a carreta.
A liberação técnica precisa ser refeita, porque ela atesta o conjunto montado sobre aquela base e com aquela ancoragem. O que acompanha o equipamento é o manual, o histórico de manutenção e o inventário da transferência.
Vale, porque é a única ocasião em que os conjuntos estão desmontados e no nível do chão. Inspeção de par de tração, guiamento, freio e emendas de torre feita nessa janela custa uma fração do que custaria com a torre montada.
Depende da altura nas duas obras, da distância, do acesso nos dois canteiros e da liberação da base no destino. O prazo é declarado por etapa na proposta, e a base do destino costuma ser o item que governa a data.
Só quando ela foi projetada para esse equipamento e os insertos estão na posição e no estado exigidos pelo projeto. Isso exige verificação prévia, não suposição pela semelhança do equipamento.
Pelo inventário de saída e pela conferência na chegada, feitos por módulo e por conjunto. É esse par de documentos que evita descobrir a falta de uma cancela só no dia de liberar o pavimento.