Cabine dupla
Duplica o número de ciclos sem ocupar outra prumada nem outra base. Indicado quando a fachada é escassa e o pico é de muitas viagens curtas.
Perguntar quantos elevadores cremalheira por obra são necessários só tem resposta depois de duas contas. A primeira é quantas viagens a fase de maior consumo exige por turno. A segunda é quantos ciclos completos o equipamento consegue fazer nesse mesmo turno. A diferença entre elas é a fila que a obra vai enfrentar.
A primeira conta é de demanda: volume de material da fase crítica dividido pela carga útil efetiva por viagem, somado ao transporte de pessoas. A segunda é de oferta: tempo de turno dividido pelo tempo de ciclo completo. Se a demanda supera a oferta, existe fila — e fila em obra vira hora extra e serviço deslocado.
O tempo de ciclo completo não é só subida e descida. Ele inclui o tempo de carregar no térreo, o tempo de descarregar no pavimento, a espera de chamada e o retorno. Em obra com muitas frentes, o tempo parado esperando chamada pode ser maior que o tempo em movimento, e é isso que faz uma obra com equipamento "suficiente" viver em fila.
Por isso o estudo é refeito por fase. O que atende a estrutura pode não atender o acabamento, quando várias equipes pequenas passam a chamar o equipamento em pavimentos diferentes. Ver o sistema de chamada por pavimento.
Antes de decidir a quantidade, confirme onde está o gargalo. Descarga no térreo mal resolvida estrangula qualquer equipamento, e nenhum equipamento a mais resolve isso.
O cálculo é entregue de forma que a obra possa refazê-lo com os próprios índices.
A capacidade nominal é a carga máxima que a cabine transporta. A carga útil efetiva é o que sobra dela depois de descontar o que sobe junto e não é material: o operador, o carrinho de transporte, o palete, a embalagem e a folga de segurança que a equipe deixa para não trabalhar no limite.
Quando o dimensionamento usa a capacidade nominal, o número de viagens sai subestimado. E como o resultado é dividido pelo número de ciclos disponíveis, o erro se propaga direto para a quantidade de equipamentos — que aparece menor do que a obra vai precisar, justamente na fase em que já não dá para corrigir.
A Equipare calcula com carga útil efetiva e mostra o desconto aplicado, item por item. Ver o comparativo de capacidades de equipamento.
Nem toda falta de capacidade se resolve comprando outro equipamento. Às vezes é mais barato mudar o ciclo.
Duplica o número de ciclos sem ocupar outra prumada nem outra base. Indicado quando a fachada é escassa e o pico é de muitas viagens curtas.
Além de somar ciclos, encurta a distância horizontal dentro do pavimento. Indicado em planta longa ou em torres separadas.
Estoque ao pé do equipamento, carga preparada antes da chegada da cabine e chamada organizada por pavimento reduzem o ciclo sem investimento.
A tabela mostra o perfil de demanda de cada fase. É a leitura que impede de dimensionar a obra inteira por um único momento.
| Fase | Perfil da demanda | O que o dimensionamento precisa priorizar |
|---|---|---|
| Estrutura | Poucas viagens, carga concentrada | Capacidade por viagem e integração com a grua |
| Alvenaria | Volume alto e constante, poucos destinos | Ciclos por turno e descarga organizada no térreo |
| Contrapiso e argamassa | Pico de volume, material pesado | Carga útil efetiva e agilidade de carregamento |
| Revestimento interno | Muitas frentes, viagens curtas | Número de ciclos e chamada por pavimento |
| Fachada | Demanda dividida com balancim | Compatibilização entre equipamentos na mesma face |
| Entrega | Pouco material, muita gente | Transporte de pessoas e tempo de espera |
Dimensionar pela média das fases produz um equipamento que não atende bem nenhuma delas. Ver a consultoria em logística vertical de obra.
Nenhum dos passos depende de informação que a obra não tenha. Depende de olhar para a fase certa.
Levantamento do serviço que puxa o maior consumo de transporte e do número de frentes que vão operar simultaneamente naquele momento.
Volume de material da fase dividido pela carga útil efetiva, somado às viagens de pessoal e ao transporte de ferramenta e equipamento auxiliar.
Tempo de ciclo completo do equipamento na altura da obra, multiplicado pelos ciclos possíveis dentro do turno praticado.
Uma cabine dupla, duas unidades ou redução de ciclo por organização, com o efeito de cada alternativa sobre a fila esperada.
São as respostas que aparecem quando o resultado do estudo contraria o hábito da empresa.
Funciona até a obra mudar de porte ou de padrão de acabamento. O estudo serve justamente para saber se o próximo empreendimento ainda cabe no hábito. Ver o elevador cremalheira para construtora.
Hora extra aumenta o turno, mas não o número de ciclos por hora. Quando a fila é de ciclo, o custo cresce sem o serviço andar na mesma proporção.
Nesse momento as alternativas baratas já não existem: a prumada está definida, a base está executada e a fachada está contratada. Ver o estudo de posição na fachada.
Indicação de modelo não é dimensionamento. Dimensionamento é a conta que mostra quantas viagens a obra precisa e quantas o equipamento entrega. Usar o configurador de equipamento.
Definida a quantidade, as próximas decisões são posição, configuração e forma de aquisição.
Não existe regra confiável por pavimento, porque a demanda depende do serviço em execução e do número de frentes, e não da altura. Duas obras com o mesmo número de pavimentos podem exigir quantidades diferentes conforme o padrão de acabamento.
Em número de ciclos, chega perto; em cobertura do pavimento, não. Duas unidades em prumadas diferentes reduzem a distância horizontal que o material percorre dentro do andar, e isso não aparece na conta de ciclo, mas aparece no cronograma.
A partir dos quantitativos de projeto e dos índices de produção previstos no planejamento. Quando não há histórico, o estudo trabalha com faixa e mostra o efeito do erro sobre o resultado, em vez de fingir precisão.
Entra, e em obra de acabamento costuma ser a maior parcela. Muitas viagens curtas com poucas pessoas consomem ciclo do mesmo jeito que viagens com material, e ignorá-las é uma das causas mais comuns de subdimensionamento.
É um resultado frequente. Quando a descarga no térreo é lenta ou o material está estocado longe, o equipamento passa boa parte do turno esperando. O estudo aponta isso, e a correção costuma ser mais barata que comprar outra unidade.
Serve, e é para isso que as premissas são entregues abertas. Com a demanda calculada, qualquer proposta pode ser testada contra o mesmo critério, independentemente da marca.