Pico de pessoal concentrado
Canteiro grande com horário único de entrada forma fila no térreo todos os dias. Duas cabines esvaziam o embarque na metade do tempo, com a mesma torre.
O elevador cremalheira cabine dupla é vendido como o dobro de transporte, e não é bem isso. Duas cabines dividem uma única torre e uma única faixa de fachada — o que dobra é o conjunto motriz, a demanda elétrica e o esforço que a ancoragem precisa absorver. Entender essa diferença é o que separa uma compra bem dimensionada de um equipamento subutilizado.
Na configuração dupla, duas cabines correm em faces opostas da mesma torre modular, cada uma com seu conjunto motriz e seu freio de segurança independente. A obra ganha um segundo ponto de embarque sem abrir uma segunda faixa de fachada, e é aí que está o ganho real.
Em edifício com sacada contínua, empena ocupada ou vizinho colado, a faixa de fachada livre é limitada. Montar duas torres separadas nem sempre é possível, e quando é, dobra a ancoragem, dobra a interferência com o acabamento e dobra o serviço de fechamento no fim da obra.
A cabine dupla resolve isso ocupando a mesma prumada. Em compensação, o que ela cobra é elétrico e estrutural: o quadro precisa suportar duas partidas, a ancoragem precisa absorver o esforço das duas cabines e o inversor de frequência deixa de ser conforto para virar condição de projeto.
Antes de cotar duas cabines, confirme dois números com o seu elétrico: a demanda somada e a queda de tensão no ramal do canteiro. É o que decide se a configuração é viável sem trocar a entrada de energia.
Duas cabines na mesma torre não significam duas filas resolvidas. Se as duas atendem a mesma chamada, a mesma frente de serviço e o mesmo sentido de viagem, uma passa boa parte do dia esperando a outra — e a obra pagou por um transporte que não existe.
O ganho aparece quando a operação separa as funções: uma cabine dedicada a pessoal e outra a material, ou uma atendendo os pavimentos baixos e outra os altos. Isso é regra de uso, não item de catálogo, e precisa ser combinado antes da compra, com o encarregado que vai operar o equipamento.
A Equipare ajuda a desenhar a regra de operação junto com a configuração. Peça o estudo de cabine dupla no formulário desta página.
Todos entram na cotação, com a mesma redação que você lê aqui.
Comprador costuma imaginar que a configuração dupla custa duas vezes a simples. Esta tabela mostra o que é compartilhado e o que é duplicado de fato.
| Item do fornecimento | Com duas cabines | Efeito na obra |
|---|---|---|
| Torre modular | Continua sendo uma só | A fachada ocupada é a mesma, e o fechamento no fim da obra também |
| Conjunto motriz | Duplicado, um por cabine | Dois conjuntos para manter no plano de manutenção preventiva |
| Freio de segurança | Duplicado, independente por cabine | Dois ensaios de freio no comissionamento e em cada recalibração |
| Ancoragem na estrutura | Dimensionada para o esforço somado | O projeto de ancoragem muda; não é o mesmo memorial da cabine simples |
| Alimentação elétrica | Demanda somada das duas partidas | Ramal e proteção recalculados, com inversor em cada conjunto |
| Base e descarga | Praticamente a mesma | Um único ponto de base e uma única operação de descarga no canteiro |
É por isso que a segunda cabine não custa o dobro da primeira: torre, base e fachada são compartilhadas. Os itens duplicados estão discriminados na proposta, linha a linha.
Em todos eles o gargalo é frequência, e não volume por viagem. Aumentar a capacidade em quilos não resolveria nenhum.
Canteiro grande com horário único de entrada forma fila no térreo todos os dias. Duas cabines esvaziam o embarque na metade do tempo, com a mesma torre.
Na fase de acabamento, as chamadas se multiplicam e ficam curtas. Uma cabine sozinha passa o dia atendendo deslocamento pequeno e nunca fica livre para material.
Quanto mais alta a torre, maior o tempo de retorno da cabine ao térreo. A segunda cabine reduz a espera sem exigir velocidade maior nem outra prumada.
As dúvidas que aparecem quando o orçamento da obra já está fechado e o transporte vertical vira gargalo.
Quase nunca. Duas torres significam duas bases, duas ancoragens, duas faixas de fachada e dois serviços de fechamento no fim da obra. A cabine dupla concentra tudo isso em uma prumada só.
Depende do ramal, e é a primeira coisa a verificar. O inversor de frequência derruba o pico de partida, mas a demanda somada continua existindo. Ver a adequação elétrica para o equipamento.
Pode, se a torre e a ancoragem tiverem sido dimensionadas para isso desde o início. Sem essa previsão, a inclusão exige revisar o memorial e, muitas vezes, reforçar a amarração. Ver a cabine adicional.
Fica maior em escopo, porque são dois conjuntos motrizes e dois freios de segurança. Em compensação, a obra nunca fica sem transporte vertical durante o serviço programado. Ver o plano de preventiva.
Cada página abaixo aprofunda um ponto que a decisão pela cabine dupla levanta.
Dobra o número de cabines, não necessariamente o transporte. O ganho depende da regra de operação: cabines com funções separadas entregam quase o dobro; cabines atendendo as mesmas chamadas entregam bem menos que isso.
A configuração é definida no pedido e pode prever cabines com finalidades distintas. O que não muda é o dimensionamento da torre e da ancoragem, que precisa considerar o esforço das duas em operação simultânea.
De 1.000 a 3.000 kg por cabine, com 12 a 30 passageiros conforme a capacidade escolhida, e velocidade de 36 a 60 m/min. Os dados completos estão na ficha técnica do equipamento.
Cada cabine em operação exige operador capacitado conforme a NR-18, com treinamento registrado. A Equipare certifica operador e montador na entrega, e a reciclagem fica disponível para a obra seguinte.
Não. O memorial de cálculo considera o esforço somado das duas cabines, o que altera o espaçamento e o detalhe das amarrações. É um dos itens que o engenheiro de segurança confere antes de liberar a operação.
Vende. O fornecimento inclui as duas cabines, a torre, as cancelas, a montagem, o comissionamento e o dossiê técnico, com um ano de garantia contra defeito de fabricação.