No comissionamento
Antes da liberação de uso, junto com o ensaio de carga e a verificação dos intertravamentos.
O ensaio de freio de segurança do elevador é uma queda controlada: a cabine é solta e o dispositivo antiqueda precisa travar dentro de uma distância aceitável. É o único jeito de provar que ele atua. E é uma solicitação severa no próprio dispositivo — por isso o manual define o que fazer com ele depois do ensaio, e esse passo é o mais esquecido.
O dispositivo antiqueda é o componente que decide o pior cenário possível de um elevador cremalheira. Ele fica inerte durante toda a vida do equipamento e precisa funcionar em fração de segundo, uma única vez. Nenhuma verificação estática diz se ele ainda atua — nem olhar, nem medir, nem girar a mão.
Existe uma confusão comum entre dois freios diferentes. O freio de serviço é o do motor: ele para a cabine em operação normal, a cada viagem. O dispositivo antiqueda é outro conjunto, mecânico, que só entra em ação quando a descida escapa do controle. Testar um não diz nada sobre o outro.
O relatório de ensaio é o documento que costuma faltar quando a obra apresenta o laudo NR-18 do elevador cremalheira. O parecer cita o dispositivo, mas não existe registro de que ele foi solicitado de verdade — e a conferência para nesse ponto.
Peça sempre a distância de parada medida e a condição em que o ensaio foi feito. Relatório que diz apenas "dispositivo aprovado" não permite comparar nada na próxima verificação.
Sem esses quatro, o ensaio seguinte não tem referência para comparar.
Cada atuação do dispositivo antiqueda é um evento severo: o conjunto morde a cremalheira e absorve a energia da descida. Não é um botão que volta ao lugar. O manual do fabricante define o que precisa ser verificado após cada atuação — e isso vale tanto para a atuação de ensaio quanto para a atuação real em operação.
Na obra, o que se vê é o contrário: faz-se o ensaio, anota-se "aprovado", e o dispositivo volta ao serviço sem nenhuma verificação. O mesmo acontece quando o dispositivo atua sozinho durante a operação, situação em que o equipamento costuma ser religado no mesmo dia, sem ninguém abrir o conjunto.
A Equipare conduz o ensaio e a verificação posterior no mesmo atendimento, e mantém dispositivo de reposição em estoque nacional. Informe o histórico do seu dispositivo no formulário.
Confundir os dois é a razão pela qual muita obra acha que já fez o ensaio quando não fez.
| Aspecto | Freio de serviço | Dispositivo antiqueda |
|---|---|---|
| Quando atua | Em toda parada normal de viagem | Somente em descida com velocidade excessiva |
| Onde fica | No conjunto motor, junto à redução | Em conjunto próprio, engatado na cremalheira |
| Como se verifica | Parada sob carga e folga de entreferro | Queda controlada, com medição da distância de parada |
| O que a falha causa | Deslizamento na parada, desnível no embarque | Perda de retenção em caso de falha de tração |
| Depois da atuação | Nada de especial em operação normal | Verificação do conjunto conforme o manual |
Teste de parada sob carga é importante e não substitui o ensaio de queda. São provas de componentes diferentes. Ver o motofreio para elevador cremalheira.
Em todos eles o que se pede é o relatório, não a palavra de quem conduziu.
Antes da liberação de uso, junto com o ensaio de carga e a verificação dos intertravamentos.
Com frequência definida pelo manual e pelo regime de uso, e não por um intervalo genérico de calendário.
Troca de componente do conjunto ou intervenção na cremalheira pedem nova comprovação de atuação.
Compra de terceiro sem histórico: o ensaio é o primeiro teste a fazer antes de qualquer promessa de liberação.
O procedimento é curto, mas depende de preparação. Improviso aqui danifica equipamento e não gera evidência.
Área de projeção isolada, cabine sem pessoas, comunicação definida entre a equipe e registro das condições iniciais.
Altura de partida e condição de carregamento são definidas a partir do manual do equipamento, e ficam anotadas antes do disparo.
A descida é liberada de forma controlada e a distância percorrida até a parada completa é medida e registrada na hora.
O conjunto é verificado conforme o manual, o resultado é comparado ao critério e o relatório sai vinculado ao número de série do dispositivo.
São as perguntas que surgem quando a equipe nunca acompanhou um ensaio de queda.
Conduzido conforme o procedimento, é um evento previsto pelo projeto. Conduzido sem preparo, de altura ou carga inadequadas, pode danificar cremalheira, dispositivo e estrutura da cabine. Ver a cremalheira dentada de reposição.
A frequência sai do manual do fabricante combinada ao regime de uso do equipamento. Operação em dois turnos e ambiente agressivo pedem intervalo menor que uso intermitente. Ver a periodicidade de inspeção por uso e por evento.
Não. O ensaio prova a atuação agora; o recondicionamento é a manutenção interna do dispositivo, com prazo próprio definido pelo fabricante. Um não substitui o outro.
Pode, com equipe capacitada, procedimento escrito e responsável técnico. O que não se sustenta é ensaio sem medição registrada e sem verificação posterior do conjunto. Ver o que o profissional precisa ter para assinar.
Ensaio isolado é meia prova: a conferência procura o conjunto de aceitação completo.
É a única forma de comprovar que o dispositivo atua, e por isso compõe o conjunto de aceitação junto com o ensaio de carga e a verificação dos intertravamentos. Sem ele, o dossiê fica com uma lacuna que a conferência encontra.
O ensaio em si é rápido. O tempo total depende da preparação, do isolamento da área e da verificação posterior do conjunto, e é informado na confirmação do agendamento.
O critério vem do manual do equipamento e do projeto do dispositivo, porque depende de massa, velocidade e geometria do conjunto. O relatório compara o medido com esse critério, em vez de usar um número universal.
Depende do que a verificação encontra. Em muitos casos a verificação e o recondicionamento resolvem; em outros, o conjunto é substituído. A decisão sai da inspeção, não da suposição.
Faz, desde que exista manual ou dados que permitam definir a condição de ensaio e o critério de aceitação. Sem essa referência, o resultado não pode ser comparado a nada.
Gravado no corpo do próprio conjunto antiqueda, e não na cabine. É esse número que precisa constar no relatório, porque o dispositivo pode ser transferido entre cabines e equipamentos.