Se faltar energia, a cabine cai
Não. O freio é normalmente fechado: sem energia, a mola mantém a cabine travada. A liberação só acontece com a bobina energizada.
O motofreio do elevador cremalheira é motor e freio no mesmo corpo. Ele traciona na subida e trava na parada, e o desgaste aparece primeiro como um deslize de poucos centímetros ao parar no pavimento — sinal que a operação costuma normalizar até virar parada de obra.
O freio do motofreio é normalmente fechado: em repouso, a mola mantém a pastilha pressionada e a cabine travada. Quando o motor é energizado, a bobina puxa a pastilha e libera o movimento. Isso significa que falta de energia trava o elevador, e não o contrário.
Entender esse princípio muda o diagnóstico. Freio que desliza raramente é mola fraca: costuma ser entreferro aberto demais por desgaste da pastilha, ou bobina que não desenergiza direito. São situações diferentes, com peças diferentes, e trocar o conjunto inteiro sem diagnosticar é desperdício comum.
O motofreio do elevador cremalheira trabalha em regime severo, com partidas e paradas seguidas sob carga. Por isso o freio de serviço é peça de inspeção periódica — e não deve ser confundido com o freio de segurança, que é um sistema independente e só atua em emergência.
O critério prático desta página cabe em uma medida: meça o entreferro antes de comprar qualquer coisa. É ele que separa ajuste de kit de pastilha, e kit de pastilha de conjunto novo.
Valem para o conjunto completo, para o kit de pastilha e para a bobina avulsa.
Esta tabela existe para você não comprar conjunto quando o caso é pastilha, e não insistir em ajuste quando o caso é troca.
| Sintoma | Causa mais provável | Conduta |
|---|---|---|
| Cabine desliza alguns centímetros ao parar | Entreferro aberto por desgaste de pastilha | Medir o entreferro e ajustar; se a pastilha estiver no limite, trocar o kit |
| Estalo alto a cada frenagem | Folga excessiva ou fixação solta | Verificar aperto e alinhamento antes de considerar troca |
| Aquecimento fora do normal | Freio arrastando, sem liberar por completo | Verificar bobina e comando; freio arrastando consome pastilha rapidamente |
| Motor não parte ou zumbe | Bobina ou alimentação do freio | Conferir tensão de alimentação e estado da bobina |
Em todos os casos o equipamento deve ser retirado de operação até a conclusão do diagnóstico. Freio de serviço com deslize é condição de bloqueio, não de acompanhamento.
Quando a pastilha gasta, o entreferro aumenta. Entreferro maior significa menos força de aperto disponível, o que faz a cabine escorregar um pouco mais em cada parada — e cada escorregada arranca mais material da pastilha. O processo se realimenta: o desgaste que levou meses para chegar a um centímetro chega ao dobro em muito menos tempo.
É por isso que "está descendo só um pouquinho" é a frase mais cara da manutenção de elevador cremalheira. O que parece um defeito estável é uma curva que acelera, e o desfecho é parada não programada, com a obra já dependendo do equipamento.
A Equipare orienta a medição por WhatsApp antes de qualquer cotação de peça. Peça a orientação de medição no formulário desta página.
O fluxo vale para conjunto completo e para kit de pastilha.
Vídeo da parada em pavimento, com a cabine carregada, e a identificação do equipamento.
A equipe orienta a medição. É o dado que separa ajuste de troca e evita compra desnecessária.
Kit de pastilha, bobina ou conjunto completo, com conferência de potência, tensão e fixação.
Peça enviada com rastreio; após a substituição, teste de frenagem com carga antes de liberar o equipamento.
As confusões mais comuns entre freio de serviço e freio de segurança.
Não. O freio é normalmente fechado: sem energia, a mola mantém a cabine travada. A liberação só acontece com a bobina energizada.
Não. São sistemas independentes: o motofreio é freio de serviço, usado em toda parada; o freio de segurança atua em emergência e tem ensaio próprio. Ver o freio de segurança.
Não. Deslize na parada é condição de bloqueio do equipamento até o ajuste ou a troca, e costuma piorar rápido, porque a pastilha desgasta de forma acelerada.
Não obrigatoriamente, mas conjuntos que trabalham em paralelo com desgaste desigual distribuem esforço de forma irregular. A avaliação é feita no diagnóstico.
O que costuma ser conferido junto com o motofreio.
É a folga entre a pastilha e o disco quando o freio está liberado. Conforme a pastilha desgasta, essa folga aumenta e o freio perde eficiência, causando o deslize na parada. Medir o entreferro é o primeiro passo do diagnóstico e evita trocar o conjunto sem necessidade.
É condição de bloqueio: o equipamento deve sair de operação até o ajuste ou a troca. Não é queda livre, porque o sistema tem freio de segurança independente, mas o freio de serviço fora de ajuste desgasta rápido e compromete o posicionamento no pavimento.
Em muitos casos sim, quando o restante do conjunto está íntegro. Por isso a Equipare fornece kit de pastilha e mola separado do conjunto completo, e orienta a medição antes de você comprar.
Depende de potência, tensão, forma de fixação e acoplamento ao redutor. A conferência é feita antes do envio, com a identificação do equipamento.
Não. O motofreio é o freio de serviço, usado em toda parada normal. O freio de segurança é um dispositivo independente, que atua em situação de emergência e tem ensaio periódico próprio.
Um ano contra defeito de fabricação. Desgaste de pastilha por uso e dano por operação com freio arrastando não são cobertos.