Dá para trocar só os roletes gastos
Dá, mas o resultado é curto. Roletes de diâmetros diferentes no mesmo plano distribuem mal o esforço e concentram carga no novo. O fornecimento em jogo existe justamente para a folga voltar a ser uniforme.
O rolete do elevador cremalheira mantém a cabine encostada na torre e absorve o esforço lateral do guiamento. Ele custa pouco e é trocado depressa — e é exatamente por isso que a obra joga fora, junto com o rolete velho, a melhor informação que tinha sobre o prumo da própria torre.
A cabine não desliza sobre a torre: ela rola. Um conjunto de roletes abraça os montantes da torre por dentro e por fora, com folga pequena e definida em projeto. Enquanto essa folga se mantém, o guiamento é silencioso e o pinhão engrena com pressão constante.
Quando os roletes desgastam, a folga cresce. A cabine passa a se acomodar durante a viagem, e essa oscilação chega direto ao conjunto de tração: o engrenamento oscila junto, a carga no dente deixa de ser constante e o desgaste do par de tração acelera. O rolete é barato; o que ele protege, não.
Há ainda um efeito de segunda ordem que quase ninguém associa: guiamento frouxo também castiga as cancelas e o batente de cabine, porque a cabine chega desalinhada ao pavimento. Fechadura que passa a exigir esforço é, muitas vezes, sintoma de rolete, não de fechadura.
Existe um sinal que dispensa medição: rolete que deixou de girar. Um rolete travado desgasta em um ponto só e fica achatado, e nessa condição ele deixa de guiar e passa a raspar.
Valem para jogo completo e para reposição avulsa de frota.
Roletes do mesmo equipamento trabalharam no mesmo tempo, na mesma torre, com a mesma carga. Se todos chegam gastos de maneira parecida, o caso é vida útil e a troca do jogo encerra o assunto. Se o desgaste está concentrado — de um lado só, ou nos roletes de um mesmo plano — a causa não está na peça: está na geometria da torre ou na ancoragem.
Torre fora de prumo, módulo empenado, emenda com degrau ou ancoragem folgada empurram a cabine sempre para o mesmo lado. Os roletes daquele lado absorvem o esforço e desgastam primeiro. Trocar o jogo devolve o conforto por um tempo e o problema volta, porque a força que causou o desgaste continua lá.
O custo dessa leitura é uma foto por posição e um pedaço de fita para numerá-las antes de soltar o primeiro parafuso. Depois que os roletes velhos vão para a caçamba, não existe mais laudo: sobra a impressão de quem estava presente. É o único diagnóstico de alinhamento de torre que a obra consegue de graça.
A Equipare lê esse conjunto de fotos e diz se o pedido é só de peça ou se a torre precisa de verificação. Envie as fotos numeradas pelo formulário desta página.
A leitura é feita com o jogo ainda montado, comparando as posições entre si. Nenhuma linha depende de instrumento especial.
| Padrão observado | O que isso indica | O que precisa acontecer |
|---|---|---|
| Desgaste parecido em todas as posições | Vida útil consumida de forma normal | Troca do jogo completo e retomada da operação |
| Desgaste concentrado em um dos lados | Torre fora de prumo ou ancoragem folgada empurrando a cabine | Trocar o jogo e verificar prumo e aperto de ancoragem antes de liberar |
| Desgaste concentrado em um plano de altura | Trecho de torre com emenda em degrau ou módulo empenado | Inspeção do trecho: o módulo pode precisar de substituição |
| Um rolete achatado, sem girar | Rolamento travado, geralmente por entrada de resíduo de concretagem | Substituição imediata e proteção da região contra projeção de material |
As duas últimas linhas não se resolvem com peça. Trocar o rolete sem tratar a torre significa repetir a compra e repetir a parada.
Nenhum deles acrescenta tempo relevante à parada, e juntos evitam a segunda compra.
Fita e caneta em cada posição, com a mesma numeração usada no registro fotográfico. Sem isso, os roletes viram um monte indistinto na bancada.
Foto da face de contato de cada rolete, ainda montado. É a comparação entre elas que produz o diagnóstico, não a foto de um só.
Rolete que resiste a girar ou gira com ruído é rolamento comprometido, mesmo com a face aparentemente boa. Ele entra na lista à parte.
Com a cabine no térreo e o jogo aberto, é a melhor janela para conferir aperto de ancoragem e alinhamento do trecho apontado pelas fotos.
Perguntas que aparecem quando a cabine começa a oscilar na subida.
Dá, mas o resultado é curto. Roletes de diâmetros diferentes no mesmo plano distribuem mal o esforço e concentram carga no novo. O fornecimento em jogo existe justamente para a folga voltar a ser uniforme.
O risco direto é de raspagem e de dano progressivo à torre e ao conjunto de tração, não de queda — o freio de segurança é independente do guiamento. Ainda assim, oscilação perceptível é motivo de retirada de operação para inspeção.
Depende de número de viagens, carga média, prumo da torre e exposição a respingo de concreto. Por isso o critério é a comparação entre posições e o teste de giro, e nunca um intervalo em meses.
Sim, com conferência de diâmetro, largura, eixo e tipo de fixação antes do envio. Ver a conferência de peças compatíveis.
As páginas abaixo tratam do que o guiamento afeta e do que afeta o guiamento.
Pela comparação entre as posições e pelo teste de giro feito com a mão. Face de contato marcada, folga perceptível com a cabine encostada e rolete que resiste a girar são os sinais. Rolete achatado, que parou de girar, sai de serviço na hora.
Porque o guiamento trabalha por conjunto. Roletes com diâmetros diferentes no mesmo plano distribuem mal o esforço, e o novo absorve a diferença. Trocar em jogo restabelece a folga uniforme prevista em projeto.
Significa que alguma coisa empurra a cabine sempre na mesma direção: prumo da torre, ancoragem folgada ou módulo com emenda em degrau. Trocar o jogo sem tratar a causa faz o mesmo padrão reaparecer.
É. Um rolete que não gira deixa de guiar e passa a raspar no montante, marcando a torre e transferindo esforço para as demais posições. Ele é substituído antes de o equipamento voltar a operar.
Por equipe habilitada, com o equipamento fora de operação e com verificação da folga após a montagem. A Equipare também executa em obra, e nesse caso o prumo e a ancoragem são conferidos na mesma visita.
Fornecem, e é o pedido mais comum de quem opera vários equipamentos. A composição recomendada considera o número de cabines e o regime de uso, e é dimensionada junto com o kit de peças críticas.